Compositores & Violonistas
Músicos que contribuem para o repertório violonístico
catarinense e brasileiro
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Acácio Piedade
CompositorAcácio Piedade é um compositor brasileiro-português nascido no Brasil em 1961. Estudou com Almeida Prado, Damiano Cozzella, Conrado Silva e Hans-Joachim Koellreutter e é bacharel em composição. É doutor em Antropologia com suas pesquisas sobre a música dos povos indígenas da Amazônia. Realizou pesquisas de pós-doutorado na Universidade Paris Sorbonne e na Hochschule für Musik Franz Liszt – Weimar. Acácio Piedade é um compositor premiado e suas obras têm sido executadas em concertos e festivais em toda a América Latina e Europa por intérpretes, ensembles e orquestras de renome. É professor titular aposentado do Departamento de Música da Universidade do Estado de Santa Catarina e atualmente mora em Lisboa.
Alexandre Brandão Pereira
ViolonistaPossui graduação em Fisioterapia e em Licenciatura em Música, ambos pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Também é Bacharel em Composição e Regência pela Universidade Estadual do Paraná e possui pós graduação em Ciências Humanas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Atualmente é professor de música. Atua nas áreas de: Composição Musical, Harmonia, Improvisação, História da Música, Arranjo, Análise musical, Intérprete (violão solo brasileiro). Também leciona os seguintes cursos: violão, baixo, guitarra e pré-vestibular.
André Franzoni
ViolonistaAndré é Licenciado em Educação Artística – Música, Bacharel em Violão e Mestre em Musicologia pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC. Especialista em Regência Coral pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo - UNASP. Como violonista atuou nas noites de Florianópolis com repertório de música popular; recebeu o Prêmio Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura com o Duo Soler de violino e violão e abriu o show do Duo Siqueira Lima no Seminário de violão de Itajaí. Como regente dirigiu diversos grupos entre eles: Coral dos Bancários, Coral dos Correios de Santa Catarina (Clave Sul), Coro Lírico Catarinense e Coro Municipal de Angelina. Como professor atuou em diversas escolas e projetos sociais, tais como: Escola Vivência, Colégio Sarapiquá, Colégio de Aplicação – Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Projeto MUSICAÇÃO – Fundação BADESC, ONG Gente Amiga (Morro do Horácio) e CEAFIS (Chico Mendes). Desde 2016 é Prof. EBTT do Instituto Federal Catarinense - IFC.
Andrei Uller
ViolonistaDoutor em Música pela Universidade do Sul do Mississippi - USM. Durante o período nos Estados Unidos esteve na condição de assistente de graduação na função de docente. Em 2013 foi um dos 13 violonistas selecionados para cursar o I Master en Interpretación de Guitarra Clásica de Alicante situado na Espanha, obtendo orientações com os mais renomados violonistas da atualidade: David Russell, Ignacio Rodes, Hopkinson Smith, Roberto Aussel, Manuel Barrueco, Carles Trepat e Nigel North.
Antonio Carlos Gonçalves Junior
ViolonistaAntônio Carlos Gonçalves Junior, nasceu em São Francisco do Sul - Santa Catarina, no dia 12 de julho de 1970. Seu interesse pelo violão e guitarra elétrica iniciou quando criança através de seu pai que ouvia muitas músicas que davam ênfase a estes instrumentos sendo que o pai também tocava violão como hobby. Um fato curioso e "engraçado" (chamaremos assim) foi que, neste tempo de criança, seu pai contratou um professor de violão para dar aulas à irmã mais velha e Antônio ficava assistindo com muita atenção todas as explicações. Após a finalização das aulas, ele "corria" para pegar o violão do pai e treinava tudo o que a irmã havia aprendido naquele dia. Mas, foi somente quando adulto que Antônio procurou uma escola de ensino fundamental em música para compreender os assuntos relacionados à teoria básica e violão solo na sua escrita, porque em todo o período anterior, seu pouco aprendizado foi baseado no "olhar alguém tocando" e "tentar tirar músicas de ouvido". Pouco tempo após sua passagem pela escola, resolveu ingressar na faculdade para cursar Licenciatura em Artes e, sequencialmente, Pós Graduação em Metodologia do Ensino de Música. Atualmente (09/25), Antônio não leciona e exerce o cargo de Operador de Forno para um curso de cerâmica na cidade de Joinville-SC, mas aguarda a nomeação para ocupar o cargo de Professor de Artes ao qual prestou concurso e foi aprovado na cidade de Araquari - SC. Nos anos de 2007 e 2008 trabalhou como "instrutor musical" em São Francisco do Sul-SC no Projeto Pontos de Cultura, projeto este de caráter sócio cultural do Governo Federal em parceria com o município. Em seguida, no ano de 2009, foi chamado para trabalhar, ainda na mesma cidade, no Projeto Caminhando e Cantando junto à Secretaria de Bem Estar Social, sendo ofertado no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), e executado na mesma localidade onde reside, Majorca. No final dos anos 80, Antônio foi convidado para tocar guitarra elétrica na banda de heavy metal "Necropsia", uma das precursoras do gênero na cidade de Joinville-SC. Posteriormente, tocou nas bandas Vomit, Virgo Sacrum e Impuro. Até que em 1999 fundou a Luciferiano, banda que está na ativa até o momento (2025), tendo 3 discos lançados através de gravadoras brasileiras especializadas no gênero. Além da Luciferiano, também faz parte na atualidade da Apócrifos e Delírio, cada uma já tendo lançado 1 disco, ressaltando que a Delírio é um projeto experimental que realiza junto com sua companheira, Patrícia Regina da Cunha (Bia Cunha), com quem tem se apresentando com certa frequência em algumas regiões do Brasil. Em junho de 2015 quando Antônio e Bia retornavam de um evento, sofreram um gravíssimo acidente de automóvel que os incapacitoram por um longo período. O processo de reabilitação foi longo e durante uma das inúmeras consultas com médicos ortopedistas, surgiu a indicação médica para que tivesse como alternativa terapêutica, algo que lhe desse fôlego para suportar tudo o que ainda viria, desta forma, mesmo com limitações motoras diversas e dificuldades para exercer o que mais lhe dava prazer (a música), Antônio, estando professor de guitarra e violão à época, aliou sua experiência às necessidades, dando noções básicas e incentivando Bia a tocar violão, firmando assim uma parceria que culminaria em futuras produções (Apócrifos, Luciferiano, Delírio). Nos momentos de folga, Antônio tem a fotografia como um passatempo agradável no qual uma de suas imagens foi premiada no concurso internacional "Brazilia Photo Show" edição 2016/2017. Destacando que, com todas estas atividades puramente artísticas, sempre sobra um tempinho diário para dar umas arranhadas no violão. Ao longo da vida compôs pouco mais de 20 peças para violão solo e algumas para violão e flauta. Antônio considera um número pequeno de composições, devido à falta de tempo que lhe sobra do no dia a dia, levando em consideração que a maioria das composições musicais que faz, são para às bandas que tocou no passado e também as que toca atualmente, nas quais é o compositor principal, tendo inclusive composto de forma individualizada, o álbum de estreia da Luciferiano (A Face do Cão) lançado em 2006 pela gravadora Sonic Blaster Music Label. Ainda em 2006, gravou no Estúdio Mug em Joinville-SC um material independente intitulado "Refletindo" contendo estudos simples de grandes violonistas da nossa história, mais algumas peças autorais. Grande parte de suas composições para violão foram feitas numa única tonalidade explorando elementos básicos e, a que foge completamente da regra, é uma peça chamada "Violão Voodoo". Peça esta feita na época que cursou História da Música, quando estudou sobre o "Diabolus In Música", banida na Idade Média.
Bruno Madeira
ViolonistaPremiado em festivais e concursos no Brasil, Itália, Estados Unidos, Estônia, Panamá, Finlândia, Albânia, Kosovo, Bulgária, Romênia e Lituânia, o músico catarinense Bruno Madeira vem se destacando nos últimos anos como solista, professor e pesquisador. Bacharel, Mestre e Doutor em Música pela Universidade Estadual de Campinas, Bruno se apresentou em mostras, seminários, festivais, salas e séries de concertos do Brasil e exterior. Destacam-se os recitais no Centro Cultural São Paulo e SESC Vila Mariana (São Paulo/SP), Quartas Clássicas - BNDES (Rio de Janeiro/RJ), Palcos Musicais (Londrina/PR), Casa da Música (Porto Alegre/RS), Casa Thomas Jefferson (Brasília/DF), SESC Paço da Liberdade e Museu Guido Viaro (Curitiba/PR), Festival de Música de Ponta Grossa (PR), Seminário de Violão de Itajaí (SC) e Festival de Música Erudita do Espírito Santo (Vitória/ES). Apresentou-se internacionalmente como solista na Argentina, Alemanha, Equador, República Tcheca e Eslováquia. Bruno também se apresentou como camerista em diversas formações, com Lucas Madeira (flauta), Ana Carolina Sacco (soprano), Leonardo Feichas (violino) e Samuel Pontes (piano). Com esses duos, apresentou-se nas séries SESI Música (São Paulo), SESI Música Erudita (São Paulo), SESC Sonoro (Paraná), SESC Caiçuma das Artes (Acre), além de concertos em Campinas, Vinhedo, Taubaté, Bananal, São José dos Campos (SP), Florianópolis, Itajaí (SC), Itajubá (MG), Buenos Aires e La Plata (Argentina). Em 2022 lançou seu primeiro álbum, “Colunas” (ProAC/SP), com música latino-americana para violão solo, e em 2025 lançará “Arabescos” (ADS), dedicado à música renascentista, barroca, clássica e romântica. Foi vencedor de prêmios de interpretação musical em concursos nacionais e internacionais, entre eles os de Florença (Itália), Tampere (Finlândia), Rhode Island (Estados Unidos), Ciudad de Panamá (Panamá), Tallinn (Estônia), Cluj-Napoca (Romênia), Plovdiv e Pleven (Bulgária), Tirana (Albânia) e Birštonas (Lituânia). Destacam-se ainda as premiações de Melhor Intérprete de Villa-Lobos no Concurso Nacional Villa-Lobos, e primeiros lugares nos concursos J. S. Bach (São Paulo), Tatuí, Mauríciode Oliveira (Vitória), e Fred Schneiter (Rio de Janeiro). Tem artigos publicados em respeitados congressos e revistas nacionais e internacionais, dos quais se destacam as pesquisas sobre aspectos técnicos do violão e o gesto corporal na performance. Foi professor da Universidade do Estado de Santa Catarina e da Universidade Federal de São Carlos, e é regularmente convidado para realizar concertos, oficinas, palestras e masterclasses em festivais, universidades e conservatórios.
Daniel Mueller
ViolonistaViolonista no Quarteto de Violões de Blumenau, desde 2015, no Duo Arcanum, desde 2016, e no Duo Ariel entre 2009 e 2012 .Contrabaixista na banda de Heavy Metal “Venus Attack”, desde 2009, na banda de pop rock “Necessidade Humana”, entre 2006 e 2010.
Darcy Villa Verde
ViolonistaDarcy Villa Verde (1934–2019) foi um virtuoso do violão brasileiro. Reconhecido pela crítica como um "monstro" do instrumento. Tendo aulas com Monina Távora e oswaldo soares, Darcy alcançou o ápice de sua técnica na década de 1960. Um marco fundamental foi sua passagem por Paris, onde conquistou o troféu hors-concours no prestigiado Concurso Internacional de Violão. Durante sua residência na França, teve o privilégio de ter aulas com a lendária violonista Ida Presti, o que refinou ainda mais seu estilo. Essa fase abriu as portas dos grandes palcos europeus e norte-americanos. Darcy apresentou-se em locais icônicos como a Georgetown University e o célebre Carnegie Hall, em Nova York, além de realizar turnês pela Rússia. Embora tenha tido uma carreira longa e aclamada nos palcos, Darcy deixou poucos registros fonográficos. Sua única gravação comercial conhecida é um compacto duplo de música popular de 1962. Segundo o violonista Fábio Zanon, esse disco é "um modelo", pois antecipou o estilo de violonistas contemporâneos ao combinar uma técnica cristalina com uma interpretação vigorosa e brasileira. A relação de Darcy com o Norte Catarinense começou em setembro de 1973, com um concerto memorável na Sociedade Harmonia Lyra, em Joinville. Na época, a imprensa local destacou seu "invejável talento" logo após seu retorno dos Estados Unidos e da consagração em Paris. Em abril de 1993, buscando a tranquilidade que o Rio de Janeiro já não oferecia, Darcy fixou residência definitiva em Joinville para ficar próximo de sua mãe, Diva. Viveu quase uma década na cidade e Morou nos bairros Glória e Iririú. Diferente de muitos músicos que tocam até o fim da vida, Darcy Villa Verde tomou a decisão consciente de parar. Em abril de 2000, durante o aniversário de um amigo em Joinville, ele tocou seu violão profissionalmente pela última vez. Após essa data, "pendurou o instrumento" para sempre, encerrando um ciclo de décadas de dedicação absoluta à música. Darcy faleceu em 2019, mas sua memória é preservada por meio de acervos históricos e do reconhecimento de grandes nomes da música atual. Ele é lembrado não apenas como um concertista de técnica impecável, mas como um desbravador que levou o violão erudito aos rincões do Brasil e aos palcos mais exigentes do mundo, sempre mantendo a alma e a "raça" da sonoridade brasileira.
Edino Krieger
CompositorVida
Nascido em Brusque (SC), a 17 de março de 1928. Iniciou aos 7 anos estudos de violino com seu pai, Aldo Krieger, violinista, compositor, regente e fundador do Conservatório de Música local. Realizou recitais de violino em diversas cidades a partir dos 9 anos e aos 15 transferiu-se para o Rio de Janeiro, com bolsa de estudos do governo do estado, para prosseguir seus estudos no Conservatório Brasileiro de Música, onde iniciou estudos de contraponto, harmonia e composição com H. J. Koellreutter, compositor e professor alemão chegado ao Brasil no período da 2ª Guerra Mundial. Em 1948 foi escolhido em concurso para estudar com Aaron Copland, no Berkshire Music Center de Massachussets, Estados Unidos, onde assistiu também aulas de Darius Milhaud. Em seguida estagiou por um ano na Juilliard School of Music de Nova Iorque, na classe de composição de Peter Mennin. Estudou também violino com William Nowinsky, assistente de Ivan Galamian, na Henry Street Settlement School of Music. Representou a Juilliard no Simpósio de Compositores dos Estados Unidos e Canadá realizado em Boston, e atuou como violinista da Mozart Orchestra de Nova Iorque. Em 1952 realizou estudos com Ernst Krenek no III Curso Internacional de Verão de Teresópolis, RJ. Como bolsista do Conselho Britânico, estudou em Londres durante um ano com Lennox Berkeley, da Royal Academy of Music.
Cargos
Retornando ao Brasil em 1950, iniciou uma atividade permanente como produtor de programas musicais para a Rádio Ministério da Educação, onde exerceu a função de diretor musical e organizou a Orquestra Sinfônica Nacional. De 1950 a 1952 exerceu a crítica musical do jornal "Tribuna da Imprensa". Em 1969 e 1970 organizou e dirigiu os Festivais de Música da Guanabara, dos quais se originaram, a partir de 1975, as Bienais de Música Brasileira Contemporânea. Dirigiu a divisão de música clássica da "Rádio Jornal do Brasil" e exerceu a crítica musical no "Jornal do Brasil". Em 1976 assumiu a direção artística da FUNTERJ - Fundação de Teatros do Rio de Janeiro, e nessa função organizou a temporada de reabertura do Theatro Municipal e o Centro de Produções Teatrais de Inhaúma. Em 1979 criou o Projeto Memória Musical Brasileira/PRO-MEMUS, junto ao Instituto Nacional de Arte da FUNARTE - Fundação Nacional de Arte, do Ministério da Cultura. De 1981 a 1989 exerceu a direção do Instituto Nacional de Música. Em 1989 assumiu a presidência da FUNARTE. De 2003 a 2006 exerceu a presidência da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. É membro da Comissão Internacional para a Difusão da Cultura Catalã, de Barcelona, Espanha. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Foi eleito, em 1998, presidente da Academia Brasileira de Música.
Características estéticas
Sua evolução estética parte do impressionismo do Improviso para flauta, de 1944, para alcançar o serialismo com o Trio de Sopros, de 1945. Em 1952 abandona o serialismo em favor de uma experimentação mais profunda das formas e linguagens tradicionais e da temática musical de caráter brasileiro. Em 1965, com as Variações Elementares, inicia uma síntese de suas experiências anteriores, passando a utilizar recursos de vanguarda e tradicionais, juntamente com elementos absorvidos da cultura musical brasileira
Premiações
Em 1945 recebeu o Prêmio Música Viva por seu Trio de Sopros, passando então a integrar o Grupo Música Viva de compositores de vanguarda, ao lado de Koellreutter, Claudio Santoro, Guerra-Peixe e Eunice Catunda. passando então a integrar o Grupo Música Viva de compositores de vanguarda, ao lado de Koellreutter, Claudio Santoro, Guerra-Peixe e Eunice Catunda. Em 1955 obteve o Prêmio Internacional da Paz do Festival de Varsóvia e o Prêmio da Fundação Rottelini de Roma Em 1959 obteve o primeiro prêmio no I Concurso Nacional de Composição instituído pelo Ministério da Educação, com o Divertimento para Cordas, e recebeu Medalha de Honra do Cinquentenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1961 seu Quarteto de Cordas nº 1 obteve o Prêmio Nacional do Disco. Em 1966 e 1967 obteve Medalha de Ouro nos Festivais Internacionais da Canção, no Rio de Janeiro. Em 1969 e 1988 recebeu o Troféu Golfinho de Ouro pelo conjunto de sua obra. Recebeu ainda em: 1977- titular do Troféu Barriga-Verde 1985- Comenda da ordem cultural do Ministério da Cultura e Belas Artes da Polônia. 1986- Medalha do Mérito Cultural Anita Garibaldi, atribuída pelo Estado de Santa Catarina, 1994 - Prêmio Nacional da Música do Ministério da Cultura. 1997- Medalha do Mérito Cultural Cruz e Souza, conferida pelo Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina 1998 - Medalha Pedro Ernesto, maior honraria concedida pela cidade do Rio de Janeiro para personalidades do meio cultural. Em Tóquio, recebeu uma semana de homenagens, realizando seis palestras e tendo suas músicas , tanto as de câmara quanto sinfônicas, tocadas por músicos japoneses. Tem atuado também como regente, principalmente de suas próprias obras. Em 08/12/2011 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Santa Catarina.
Características das obras
Seu catálogo inclui obras para orquestra sinfônica e de câmara, oratórios, música de câmara, obras para coro e para vozes e instrumentos solistas, alem de partituras incidentais para teatro e cinema. Suas composições têm sido executadas com frequência no Brasil e no exterior, inclusive por orquestras do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Bahia, Belo Horizonte, Liege, Bruxelas, Paris, Londres, Munique, Buenos Aires, Cordoba, Nova Iorque, Filadelfia, Washington, Colônia, Tóquio e outras.
Obras Principais
Sua produção inclui as 3 Imagens de Nova Friburgo (1988), para cordas e cravo, o Romance de Santa Cecilia (1989), para narrador, soprano, coro infantil e orquestra, a Camerata (1991), para 6 instrumentos, o Concerto para dois violões e cordas (1994), as Telas Sonoras (1997) para quarteto de cordas, o Te Deum Puerorum Brasiliae (1997), para coro infantil, coro juvenil, coro gregoriano, metais e percussão, elaborado com a utilização simultânea de 3 sistemas modais que contribuíram para a formação da cultura musical brasileira - o gregoriano, o indígena e o nordestino -, composto para as comemorações oficiais da visita de S.S. o Papa João Paulo II ao Rio de Janeiro, em 1997. , a Abertura Solene, comemorativa dos 200 anos da chegada ao Brasil da família real portuguesa, a Passacalha para o novo milênio, para orquestra (encomenda da OSESP – 1999 ); Terra Brasilis, painel sinfônico, encomenda do Ministério da Cultura para as comemorações dos 500 anos do Descobrimento, Passacalha para Fred Schneiter, para violão (2002), Momentos, para cravo (2002), Pequena Seresta para Bach, para violoncelo solo, encomenda de Antonio Meneses ( 2004 ), Variações carnavalescas, para marimba ( 2004 ), Fanfarras modulares, para orquestra ( 2005 ), Concerto para violoncelo e orquestra ( 2005, dedicado a Antonio Meneses ), Suíte Concertante, para violão e orquestra (2005, dedicada a Turíbio Santos ) – as duas últimas compostas com apoio das Bolsas Vitae de Artes, 4 Imagens de Santa Catarina, para orquestra de cordas ( 2006 , encomenda da Camerata Florianópolis ), Ritmetrias, para orquestra ( 2006, encomenda do Festival Internacional de Música de Campos do Jordão, onde atuou com o compositor residente. Sua produção mais recente inclui Histórias da Ilha , musical infantil ( 2010, e Trio Tocata ( 2011 ) para piano, violino e violoncelo, dedicado ao Trio Aquárius e estreado na Bienal de Música Brasileira Contemporânea de 2011. Em 1965 suas Variações Elementares foram estreadas no III Festival Interamericano de Música de Washington, e no ano seguinte seu Ludus Symphonicus era estreado pela Orquestra de Filadelfia no III Festival de Música de Caracas, Venezuela. Em Bruxelas, Bélgica, como convidado, assistiu a estréia européia de seu Concerto para dois violões e orquestra de cordas, pelo Duo Assad, e em Colonia, Alemanha, regeu a Orquestra Südwstfalen Philharmonie na execução de seu Canticum Naturale.
Fabio Scarduelli
ViolonistaViolonista, professor e pesquisador; Mestre e Doutor em Música pela UNICAMP, instituição na qual foi ainda professor e onde realizou seu pós-doutorado. Gravou dois discos solo, sendo o primeiro intitulado Música Paulista para Violão com a primeira gravação da integral para violão solo do compositor brasileiro Almeida Prado, e o mais recente Obras Brasileiras para Violão estreando obras de Sérgio Vasconcellos Corrêa, Milton Nunes, Felipe de Almeida Ribeiro e Pedro Cameron. Mantem intensa carreira como concertista e pesquisador, com abordagens que envolve o repertório solo e de música de câmera, tendo se apresentado em diversos estados brasileiros. Atuou como convidado em diversos festivais, realizando concertos, palestras e masterclasses. Destaca-se a participação como membro do júri do Concurso do Koblenz International Guitar Festival na Alemanha em 2018, 2019, 2023, 2024 e 2025, onde ministrou ainda palestras e masterclass. Atualmente é professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Universidade Estadual do Paraná), em Curitiba, ministrando aulas e orientações na graduação e na pós-graduação (Mestrado em Música). É também professor colaborador no Programa de Pós-graduação em Música da UNICAMP, orientando trabalhos de Doutorado.
Felipe Coelho
ViolonistaTeve seu primeiro contato com o violão aos seis anos de idade. Em 1997, enquanto fazia intercâmbio nos Estados Unidos, recebeu o prêmio Most Outstanding Jazz Soloist do Grissom State High School Jazz Festival, em Huntsville, obtendo a oportunidade de cursar o Jamey Aerbersold National Jazz Workshop, na Elmhurst University, em Chicago. Permaneceu nos Estados Unidos até obter, aos 23 anos, o título de Mestre em Música pela Georgia State University, como bolsista integral. Foi professor assistente na mesma instituição acadêmica e ainda teve a oportunidade de conduzir e compor para a GSU Bigband, com a qual realizou excursões no sul do país. Possui uma pluralidade de influências culturalmente diversas, carregando nas suas composições características do flamenco (em especial Paco de Lucía), o gypsy jazz e as tradições da música oriental de Anoushka Shankar, Zakir Hussain e Avishai Cohen, mas percorrendo também suas raízes brasileiras na sua aproximação com o choro e a influência de Yamandu Costa, outro grande violonista brasileiro. Seu álbum lançado em 2020, Uanamasi, trouxe à sua amálgama de estilos o nujazz, o hip-hop, o rap e a soul music, incorporando o uso de samples e vocais, algo não presente em seus lançamentos anteriores. Felipe Coelho foi agraciado com o Prêmio Elisabete Anderle em 2009 da Fundação Catarinense de Cultura, o Prêmio Circuito Funarte de Música Popular em 2010, o segundo lugar no Festival Nacional de Composição, que ocorreu em Vinhedo, em 2012, e vencedor da categoria de Melhor Instrumentista Catarinense pelo Prêmio Música SC em 2014. Até abril de 2020, o músico já havia participado de mais de 40 festivais de música e realizado doze turnês com seus trabalhos autorais, já tendo se apresentado em Chicago, Nova Iorque, Xangai e Buenos Aires. Foi também convidado a se apresentar em diversas orquestras dentro e fora do Brasil, com destaque para a KSU String Orchestra com a qual fez concerto em Atlanta em outubro de 2015. Até abril de 2020, o músico já havia participado de mais de 40 festivais de música e realizado doze turnês com seus trabalhos autorais, já tendo se apresentado em Chicago, Nova Iorque, Xangai e Buenos Aires. Foi também convidado a se apresentar em diversas orquestras dentro e fora do Brasil, com destaque para a KSU String Orchestra com a qual fez concerto em Atlanta em outubro de 2015.
Gil Medeiros
ViolonistaNatural de Tubarão (SC), começou seus estudos de violão com seu pai aos sete anos de idade. Frequentou durante seis anos as aulas de violão erudito do professor Manoel Sipriano, discípulo de Isaías Savio, enquanto se dedicava aos estudos de violão popular por conta própria. Embora tenha se tornado Bacharel em Ciências contábeis em 1985, permaneceu por pouco tempo nesta área. Passou a dar aulas de violão e guitarra e fundou uma escola de música na cidade de Tubarão que esteve ativa de 1994 a 1996. Elaborou um sistema rítmico para violão que consiste em representações gráficas de ritmos populares para a mão direita. Formou-se em Teoria Musical pelo Conservatório Lagunense de Música onde foi professor de violão popular e erudito de 1987 a 2006. Em 2001 foi convidado a participar do Projeto “Seis Cordas” que contava coma participação de compositores violonistas catarinenses e culminou coma a gravação de um CD produzido por Renato Pimentel e patrocinado pela Fundação Catarinense de Cultura. Fizeram parte deste projeto duas de suas composições intituladas "Valsa e Bolero" e "Adagio". Este evento foi um grande incentivo para que continuasse compondo. Em fevereiro de 2020 graduou-se na Universidade de Santa Catarina – UDESC no curso de Música Bacharelado habilitação em violão. Atualmente além de dar aulas de violão popular e erudito, atua em diversos eventos musicais como músico solo em recitais, modalidade “voz e violão”, ou ainda em participações com outros músicos nas casas noturnas ou eventos pela região Sul de SC.
Guinha Ramirez
Compositor e ViolonistaGuinha Ramires é músico multi-instrumentista, violonista, compositor, arranjador que mora em Florianópolis desde 1982. É uma das personalidades culturais mais conhecidas e reconhecidas entre os apreciadores e produtores artísticos do sul do Brasil. Guinha integrou a banda de Renato Borghetti durante dez anos. Neste período participou de turnês pelo Brasil, Europa e Estados Unidos. Participou da gravação de vários discos, alguns incluindo composições suas. Com a cantora Elisa foram dois CDs gravados como o Diabo Gosta e Beijo Manga (este último gravado em Viena) e turnês pelo Brasil e Europa. A convite de Alegre Corrêa, embarca para Viena, onde morou por oito meses. Guinha e Alegre gravam o CD Handmade, lançado na Europa. Retornando ao Brasil, é formada a banda Doutor Cipó. A banda faz apresentações em festivais de música pelo Brasil e turnês pelo SESC em São Paulo e interior. A Banda é convidada para fazer o show de lançamento do livro Calendário do Som, de Hermeto Pascoal. Oportunidade na qual dividiram o palco com o “Mestre” pela primeira vez. Integrou a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina, OSCA, como violonista e coordenador da banda de base. Guinha saiu em turnê pela Europa a convite da cantora Isabel Padovani, vencedora do prêmio Visa 2005. Dirigiu e arranjou as três edições do Acústico Brognoli, que foram realizados no teatro do CIC (Centro Integrado de Cultura). Na primeira edição (2005), o destaque foi para os artistas da ilha. Na segunda edição (2006), a cantora Elza Soares foi a convidada especial (documentado em DVD). Na terceira edição (2007), além de uma banda com doze integrantes, teve a participação especial de João Bosco e Yamandú Costa (documentado em DVD). Todas as edições foram sucesso de crítica e público. Yamandú Costa grava música de Guinha chamada Simpatia, no CD "Tal", lançado no Japão. Em 2008 duas turnês são realizadas na Europa com o CD "Laçador" (Guinha Ramires, Alegre Corrêa, Alessandro Kramer), sendo a primeira em maio e abril e a outra em dezembro. Os shows foram realizados na Áustria, Alemanha e Itália. Contemplado com o Edital Elizabete Anderle da Fundação Catarinense de Cultura grava seu primeiro CD solo "Vindoura" com oito temas próprios, sendo um em parceria com Alegre Corrêa e outro com Alessandro Kramer (Bêbe). Vindoura foi lançado em Florianópolis no Teatro Álvaro de Carvalho em 2011.
Jeasir Rego
ViolonistaCompositor, arranjador, músico com Mestrado em Música pelo Programa de pós-graduação em Música da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Licenciatura em Música também pela UDESC, Bacharel em saxofone pela Universidade Livre de Música (ULMSP) de São Paulo. Nos anos de 1980 a 1986 estudou Harmonia e Contraponto com o mestre Ricardo Rizek (Faculdade de Artes Alcântara Machado – FAAM - São Paulo). Transitando entre a música popular e a chamada “música erudita”, sempre procurou destituir tais rótulos, uma vez que ambas trouxeram imensa qualidade técnica, estética e filosófica para a música. Atuou em diversos grupos de música popular como também em parcerias em recitais para flauta e violão, ou pequenos grupos de câmara. Nos anos 1990 a 1994 estudou saxofone e flauta transversal com os mestres Demétrio Lima (Jazz sinfônica) e Eduardo Pecci (Orquestra Municipal de São Paulo, OSM), período em que participou da Big Band da ULMSP. É autodidata em violão , instrumento ao qual se dedica desde 1980 e a partir dos anos 2000 com exclusividade, passando a compor para este, assim como para diversos outros instrumentos e diversas formações.
Joel Colman
ViolonistaEstilo, técnica e melodia. Este é Joel Colman. Seu estilo é uma mescla de New Age, World Music, Celtic Music, passeando por sonoridades brasileiras, utilizando técnicas como hammer-on, tappings, harmônicos artificiais e afinações não convencionais no violão. Desde 1996 dedica-se ao estudo das afinações alternativas, com forte influência de Michael Hedges, Preston Reed, Don Ross, Justin king e dos brasileiros André Geraissati, Egberto Gismonti. Em afinações alternativas explora, inicialmente, as afinações DGDGBD e DADF#AD. As afinações mais utilizadas por ele atualmente são DADGAD, EADEAE e CGDGAC. Estudando a afinação DADGAD, Joel Colman se depara com um novo universo musical, a música celta. Deste universo sonoro são os violonistas Pierre Bensusan, Tony Mcmanus, Peter Ratzenbeck e El Mcmeen, influências técnicas e melódicas visíveis em seu trabalho. Em 1997 grava o cd demonstrativo Terraguar e, em 2001, participa do CD SEIS CORDAS, produzido por Renato Pimentel, com as músicas SONHO DOURADO, na afinação CGDEbBbEb e MOINHO, na afinação G#A#GA#D# (da sexta para a primeira corda). Reconhecido por Peter Ratzenbeck como um dos mais talentosos músicos da nova geração no Brasil, o músico gaúcho Joel Colman, tem muita história para contar... Dedicou-se também a estudar e dar aulas particulares de guitarra e violão e passou a fazer apresentações solo ou com grupos musicais de sua região. Em 2001 foi convidado a participar do Projeto "SEIS CORDAS" que contava com a participação de compositores violonistas catarinenses e culminou na gravação de um CD produzido por Renato Pimentel do estúdio The Magic Place, e patrocinado pela Fundação Catarinense de Cultura. Fizeram parte deste projeto duas composições suas intituladas Moinho e Sonho Dourado. Este evento foi um grande incentivo para que continuasse compondo. Em 2012 Joel Colman apresenta-se no V seminário de Violão de Itajaí, onde também faz um workshop sobre o uso de diferentes técnicas e afinações que ele utiliza até hoje.
Kleber Alexandre
ViolonistaKleber Alexandre é bacharel em composição e regência pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), onde teve aulas com Villani-Côrtes, Sérgio de Vasconcellos Corrêa, Nilson Lombardi, Edson Zampronha, Flo Meneses, entre outros. Estudou violão na Escola Municipal de Música de São Paulo (EMMSP), onde teve aulas com Edelton Gloeden e Everton Gloeden. Estudou também improvisação e arranjo com Ulisses Rocha e choro com Francisco Araújo. As composições de Kleber Alexandre já foram executadas por diversos concertistas no Brasil e no exterior. Dentre elas, Preludio faz parte do CD Music for Guitar by Brazilian Young Composers, gravado pelo concertista Gilson Antunes. Além de composições para violão e diversos outros instrumentos, Kleber Alexandre compõe também canções e trilhas sonoras. Dentre sua obra, cabe ressaltar o CD Santa Catarina, gravado pela Camerata Florianópolis com suas composições para orquestra de cordas. O músico é instrutor de violão nas oficinas de arte do Departamento Artístico Cultural (DAC/Secarte/UFSC). O curso de violão é uma das oficinas que são oferecidas semestralmente à comunidade.
Leandro Bastos
ViolonistaÉ professor, violonista, guitarrista, arranjador e compositor. Iniciou seus estudos de violão clássico aos 16 anos sob a orientação do professor Rove Bichels e, em 2004, licenciou-se em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Desde 2011, atua como professor efetivo no Programa de Educação Musical de Palhoça, onde ministra aulas de canto coral e violão. Atualmente, é regente do Coral Municipal da Rede de Ensino de Palhoça (COMEP), da Orquestra de Violões da Rede Municipal de Ensino de Palhoça (OVMEP) e da Orquestra Sinfônica da Rede Municipal de Ensino de Palhoça (OSMEP). Paralelamente, desenvolve intensa atividade como músico profissional em bandas na região da Grande Florianópolis, destacando-se seu trabalho autoral com a banda “Miragem de Júpiter". Seu interesse pela composição surgiu na infância, impulsionado pela curiosidade em compreender os fundamentos do discurso musical e os mecanismos que conferem sentido e expressão à organização dos sons. Sua obra reflete uma abordagem diversificada de influências.
Leandro Fortes
ViolonistaLeandro Fortes é natural de Criciúma (SC) e se mudou para a capital catarinense em 2001, para estudar na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), onde graduou-se em Licenciatura em Música no ano de 2007. Vem atuando como instrumentista, compositor e educador há mais de 20 anos, e atualmente reside na capital de São Paulo, onde vem se apresentando ao lado de artistas como Rogério Bottermaio, Adriana Godoy, Nathanael Sousa, Carlos Ribeiro, Janayna Pereira, Vera Figueiredo, Daniel Pezin, entre outros. Durante sua trajetória já dividiu o palco com grandes nomes da música, entre eles: Vinícius Dorin, André Mehmari, Izabel Padovani, Gabriel Grossi, Davy Mooney, Gina Roche e o lendário Les Paul. Recebeu diversas premiações, como Rumos Itaú Cultural, FUNARTE, MINC e Elizabete Anderle. Recentemente lançou seu segundo trabalho autoral intitulado Diagonal o qual foi selecionado no Circuito SESC de Música 2019, e que segundo o pianista Fábio Torres, “alcançou uma rara maturidade, e criou sonoridades originais explorando timbres e contrapontos.” No ano de 2019, apresentou workshops de improvisação na Universidade Federal de São João Del Rei e na Universidade de São Paulo (no campus de Ribeirão Preto). Durante 5 anos atuou como diretor musical do grupo de dança Cia Trupe Toe, com o qual se apresentou no Museum of Contemporary Art Chicago. Teve cinco composições estreadas e gravadas pela Orquestra Acadêmica UDESC. Em 2015 realizou uma turnê com o projeto “Afetos, Música e Poesia”, ao lado do Quinteto de Cordas Catarinense e da soprano Marília Oliveira, que interpretou suas composições sobre os poemas de Cruz e Souza. Realizou a coordenação artística das duas edições do Seminário de Improvisação Musical Brasileira, e compôs 3 trilhas sonoras para documentários e espetáculos de dança. Fortes já se apresentou nas cidades de Nova Iorque, Philadelphia, Chicago, Lima, e em 2012 gravou seu primeiro disco em seu nome, que conta com a participação do icônico Hermeto Pascoal.
Luiz Mantovani
ViolonistaO violonista brasileiro Luiz Mantovani é dono de uma bem-sucedida carreira internacional que combina performance, ensino e pesquisa. Em 2002, foi vencedor do Pro Musicis International Award em Nova York, o que levou a recitais solo em salas como o Carnegie Hall e a Salle Cortot em Paris, entre outras. Em uma destas ocasiões, o The New York Times descreveu sua interpretação das Five Bagatelles de William Walton como “poderosa, belamente delineada e praticamente impecável”. Um dedicado camerista, ele foi membro do Quarteto Brasileiro de Violões (Brazilian Guitar Quartet) por 11 anos, tendo recebido o Grammy Latino de 2011 pelo álbum BGQ plays Villa-Lobos. Sua produção discográfica inclui ainda álbuns pelos selos Delos (EUA) e Stradivarius (Itália). Luiz Mantovani possui um PhD pelo Royal College of Music de Londres, no qual investigou as sonatas camerísticas do compositor vienense Ferdinand Rebay. Considerado uma das principais autoridades em Rebay, suas publicações incluem um verbete para o Grove Music Online e artigos em periódicos especializados. Recentemente, recebeu o Best Paper Award 2022 da Musicologica Austriaca, o periódico da Sociedade Austríaca de Musicologia. Luiz foi o primeiro violonista a obter o prestigiado Artist Diploma no New England Conservatory of Music em Boston, sendo Mestre em Música também pelo NEC e Bacharel em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Seus professores de violão foram David Leisner, Nicolas Barros e Antônio Guedes. Desde 2003, Luiz Mantovani é professor da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, trabalhando nos âmbitos da graduação e pós-graduação. Além de suas atividades pedagógicas como professor universitário, Luiz é frequentemente convidado para ministrar masterclasses e apresentar palestras em âmbito internacional.
Mailon Bugmann
ViolonistaA trajetória artística e pedagógica de Mailon Bugmann é marcada por uma profunda dedicação ao violão clássico e à educação musical em Santa Catarina, caminhos que começaram a se cruzar quando ele deu seus primeiros passos no instrumento aos 11 anos de idade. Sua formação acadêmica sólida teve início em 1999, ao ingressar na Universidade Regional de Blumenau (FURB), onde se graduou em 2003 no curso de Artes com Habilitação em Música. Durante esse período e nos anos subsequentes, Bugmann buscou um aperfeiçoamento técnico rigoroso, estudando flauta transversal com Leandro Gaertner e consolidando sua técnica violonística sob a orientação de Renato Mor no prestigiado Teatro Carlos Gomes, além de receber tutorias do renomado violonista Marcus Llerena, em Joinville. Sua busca por excelência o levou a participar de diversos cursos e masterclasses com figuras exponenciais do cenário mundial, como Marco Pereira, Luis Mantovani, Ulisses Rocha e os internacionais Carlos Perez, Enric Madriguera e Juan Francisco Ortiz, experiências que moldaram sua identidade como intérprete e educador. No âmbito da performance, sua atuação em grupos de câmara foi fundamental para a cena cultural regional, integrando a Camerata de Violões da FURB por sete anos e o Quarteto Blumenauense de Violões, com o qual lançou em 2016 o CD "Música Brasileira". Este álbum, que contou com a direção de Tadeu do Amaral — integrante do premiado Brazilian Guitar Quartet — e apoio do Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau, tornou-se um registro importante de sua maturidade artística. Além do quarteto, Mailon colaborou em diversos projetos em duo com William Pofahl e participou da Orquestra Seis por Oito de Violões em Joinville. Sua versatilidade artística também se estendeu às artes cênicas, onde atuou como diretor musical de teatro, sendo reconhecido com diversos prêmios nacionais de sonoplastia por sua capacidade de traduzir narrativas dramáticas em texturas sonoras. Paralelamente à sua carreira nos palcos, Mailon Bugmann construiu um legado significativo no ensino da música, atividade que exerce ininterruptamente desde 2001. Sua experiência docente abrange instituições de relevância, incluindo passagens pela Fundação Cultural de Blumenau, pela Secretaria Municipal de Educação e por escolas como a FreeStudio e a Monteiro Lobato. Notavelmente, dedicou doze anos de sua carreira ao Sesc Blumenau, entre 2008 e 2020, consolidando-se como uma peça-chave na formação de novos músicos e na difusão do violão clássico na região. Sua biografia é, portanto, o retrato de um músico que une o rigor da técnica clássica à sensibilidade da música brasileira, sempre comprometido com a democratização do saber musical.
Marco Cardozo
ViolonistaMarco Antonio Cardozo Jr nasceu na cidade de São Paulo – SP no ano de 1970 e aos nove anos mudou-se com a sua família para São José-SC cidade onde reside até hoje. Marco Cardozo trabalha há 29 anos como musico profissional tendo tocado e gravado com bandas de vários estilos e também atuando na área de produção artístico musical. Atualmente tem feito workshops sobre a guitarra e a evolução da eletrônica, e tem se dedicado ao estudo da bateria e a composições para guitarra elétrica estilo blues, e viabiliza futuro registro de algumas peças em compactos simples, assim como a continuidade das composições para violão. As suas atividades musicais também incluem o ensino de violão e guitarra elétrica. As suas influências musicais são bastante amplas e incluem um pouco do repertório do violão de concerto, violão popular brasileiro, e da guitarra elétrica blues, jazz e rock. E como principal objetivo a composição de estudos para o desenvolvimento técnico, resultando em uma compilação de peças exclusivas para o instrumento, representando algumas características e influências de peças curtas e minimalistas sem a utilização de formas tradicionais como estrutura composicional. E outra faceta do repertório autoral, dezenas de canções e peças instrumentais para violão de aço e guitarra elétrica, nos estilos blues e surf music. Algumas peças são utilizadas em aulas, em cursos de violão e guitarra elétrica, oportunizados por ele na escola em que dirige. Marco frequentou alguns cursos de música, dentre eles o de Guitarra Blues com Cristiano Ferreira, na Escola de Música Fábrica de Sons, em São José, Violão Clássico com Flavio Apro, via skype, curso Fundamentos da Técnica Violonística com André de Moura – UDESC, Repertório do Violão com André Franzoni na Escola de Música Fábrica de Sons, em São José, Violão Clássico com Kleber Alexandre, em Florianópolis, Harmonia Funcional com Glauco Valença, em São José, Saxofone Soprano, na Sociedade Musical Filarmônica de Florianópolis com maestro Daniel, em Florianópolis e Teoria Musical na Ordem dos Músicos do Brasil, em Florianópolis. Foi no período em que Marco tocou com seu pai, Marquinho “Paulista”, que começou a compor canções, estudos, sendo algumas tocadas pelo próprio compositor em recital e shows populares. Existem casos de canções como “Boogie da T.P.M. versão No. 2” interpretada pelo cantor Duda Wagenführ, coautor da segunda parte da letra, e a canção “Se toque”, escrita para a banda de rock Da Caverna, e a instrumental “Passando a guarda” escrita para o projeto surf music Los Pedreiros Surfers, de seus alunos de música, além das peças gravadas pelo concertista Andrei Uller. Marco veio a gravar uma Fita k-7 Demo com quatro peças em experimentos com afinações abertas como a instrumental “Dedo no gargalo” com seu pai na bateria e seu irmão Adriano no contrabaixo elétrico. Apresentou-se profissionalmente, com seu pai, tocando na banda de baile Via Brazil, e nas bandas de rock Grande Pássaro, e Duda Wagenführ & Cia do Rock. Marco iniciou os seus estudos musicais na Escola Funcional de Música (com o pianista Dalner Barbi, aluno de violão de Ricardo Boppré), em Florianópolis, onde se dedicou por quatro anos ao estudo do violão clássico. Também teve aulas particulares com Dalner Barbi. Durante esse período, além de estudar o violão, Marco começou a aprender guitarra elétrica de maneira autodidata, apoiado pelo livro The Guitar Handbook de Ralph Denyer lançado no brasil, e pesquisando o repertório de rock e blues, bastante influenciado por um amigo de seu pai, o Daniel Mazza, e praticava as músicas que aprendia junto com seus irmãos que também são músicos. Tendo crescido em uma família de músicos, a música sempre fez parte de sua vida. Ainda criança Marco acompanhava seu pai (que era baterista profissional) em ensaios, shows e gravações. Foi com a bateria que teve o seu primeiro contato com a música, estudando os rudimentos da bateria com seu pai, inspirados no método de Gene Krupa, do fim da década de 30 (cujo pai era fã). Com quatorze anos Marco decidiu que queria aprender guitarra e fazer parte do universo musical que vivenciara desde menino.
Marcos Pablo Dalmacio
ViolonistaMulti-instrumentista e compositor, desde cedo mostrou interesse por diversos aspectos da prática musical o que o levou a dedicar-se com igual energia ao violão, violino e viola, composição, pesquisa musicológica, regência orquestral e à interpretação de música antiga com instrumentos de época (vihuela, guitarra renascentista, alaúde, guitarra barroca, guitarra clássico-romântica, terz guitar e mandolina). Como solista tem se apresentado em Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Espanha, Portugal, França e numerosas cidades de vários estados do Brasil, oferecendo recitais, masterclass e palestras em festivais, seminários, séries de concerto, conservatórios e universidades, especialmente requisitado pelas suas performances de música do século XIX com guitarra romântica. Tem atuado também como solista junto a orquestras, quartetos e quintetos de corda, conjuntos de música de câmara e corais do Brasil e da Argentina. Dalmacio tem estreado diversas obras, incluindo composições de sua própria autoria, e tem estabelecido uma frequente colaboração com o compositor Jaime Zenamon, de quem interpretou numerosas obras para violão e orquestra e conjuntos instrumentais, além de comissionar e estrear obras a ele dedicadas como Dakarai, Opus 185, para violão e quinteto de cordas; To Brazil and Bach, Opus 193, para violão e cravo, entre outras. Também ativo como compositor, conta com várias obras estreadas em diversos países, além da realização de concertos integralmente dedicados a suas obras de música de câmara. Sua produção abrange desde obras para instrumentos solistas, passando por música de câmara para diversas combinações, obras corais e orquestrais, ademais de numerosas orquestrações e arranjos para diversas formações. Como pesquisador e escritor tem publicado resenhas e artigos, destacando-se especialmente seu livro A sonata para violão na Viena de Beethoven e Schubert, baseado na sua dissertação de mestrado, livro considerado pela crítica como uma referência fundamental no tema, com prefácio de violonista de reconhecimento internacional Fabio Zanon. No âmbito da música de câmara coforma o Duo Cor dos Ventos com o flautista Cristian Faig; ademais do repertório tradicional para a combinação utilizam instrumentos históricos para a interpretação de música antiga. Na sua discografia conta com o disco Cordas de Acordo, gravado pelo Duo Brar (2008); a estreia mundial e primeira gravação em CD da Symphony of Good do compositor brasileiro Jean Goldenbaum, realizada em São Paulo (2010); seu primeiro CD solista, Ricercare (2015) no qual interpreta cinco séculos da história da música com sete instrumentos diferentes; e Hidden Masterpieces (2018) gravado pelo Duo Cor dos Ventos, dedicado a música de câmara do século XIX para flauta, guitarra, violino e trompa. Além destes trabalhos tem produzido um vasto corpus de gravações em formato digital, disponíveis nas diversas plataformas de streaming. É Diretor Artístico e violinista da Orquestra de Cordas da Ilha (Florianópolis, Santa Catarina, Brasil) há mais de dez anos, conjunto que tem ganhado reconhecimento nacional pelo seu aporte cultural, apresentando programas dedicados principalmente ao resgate de compositores pouco conhecidos da história da música desde o período barroco até os dias de hoje, tendo sido responsáveis por numerosas estreias e primeiras audições no Brasil. Dalmacio também é Diretor Artístico do Festival Internacional de Violão de Balneário Camboriú, e fundador, Maestro e Diretor Artístico da Orquestra Andante, de Balneário Camboriú, com qual tem realizado ciclos de concertos no teatro de dita cidade desde 2022. Marcos Pablo Dalmacio é natural da Argentina e está radicado no Brasil desde 2005. É Mestre em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) na área de musicologia com a dissertação “A sonata para guitarra na Viena de Beethoven e Schubert”. Possui os títulos de Professor de Violão pelo Conservatório Isaías Orbe de Tandil e de Professor Superior de Violão pelo Conservatório Luis Gi-anneo de Mar del Plata, ambos da província de Buenos Aires, Argentina. Foi contemplado com diversas bolsas de estudos: Santa María de la Armonía(Mar del Plata) para realizar os cursos de verão em violão, violino e fenomenologia da música; Fundación Antorchas (Buenos Aires) para aperfeiçoamento em música antiga com Miguel de Olaso; a bolsa CAPES (Brasil) durante a pós-graduação, e uma bolsa da Universidad de Santiago de Compostela (Espanha, 2013) para participar como violonista nos cursos internacionais de música.
Ney Souza
ViolonistaNey Souza é violonista, arranjador e compositor catarinense. Há 15 anos atua dentro do universo da música instrumental brasileira, no qual se apresentou por diversas regiões do Brasil e do mundo como músico acompanhador e solista. Atua como diretor musical em projetos autorais em Santa Catarina, colabora com artistas de renome e se apresenta ao lado de grandes instrumentistas. Entre eles: Yamandú Costa, Iara Ferreira, Caetano Brasil, Arismar do Espírito Santo, Maurício Carrilho e Alessandro Penezzi. Em 2024 lança seu projeto “Aconcagua”, ao lado da cantora peruana Nicole Ruju, com um repertório que celebra a riqueza da música latino-americana e está disponível em todas as plataformas digitais. Ney também apresenta "Itajahy", seu álbum de violão solo de estreia, que combina composições autorais com uma experiência visual única, retratando a cidade de Itajaí. O músico ainda se dedica à educação musical através de projetos pedagógicos. Ele é o criador da “Oficina de Choro: Patrimônio Cultural”, que explora a rica história do choro, seus compositores e a apreciação musical.
Otávio Rosa
ViolonistaCompositor, instrumentista e cantor, iniciou seus estudos de violão clássico com Artur Battisti Filho no Centro Integrado de Cultura em Florianópolis (1989-1990). Em seguida, teve aulas de violão e harmonia com Roberto Resende (1991-1993). Em 1992 foi premiado em violão clássico, no Concurso Jovens Intérpretes em Curitiba-PR. Participou de diversas oficinas e masterclasses e é graduado em música (Bacharelado em Violão) pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), onde estudou de 2006 a 2009 sob a orientação de André Moura. Fundou o Terra Brasilis duo ao lado de Edson Castel em 1996 com o qual participou do projeto “SEIS CORDAS”, uma coletânea representativa da produção violonística catarinense (2000), recebeu o primeiro prêmio do Festival MPB Londrina 2001 na categoria Música Instrumental com a composição Cristal, lançou, unindo o duo ao cantor e compositor Jorge Gibbon, o CD Caminhos Cruzados em 2003, participou como concertista do IV Seminário de Violão de Itajaí em 2011, abrindo o concerto do duo Paulo Bellinati e Weber Lopes. Integrando o grupo Cravo-da-Terra, lançou o CD homônimo em 2005 e gravou e lançou o CD Infinito Som em 2007 e 2008, participou como convidado do projeto Prata da Casa do SESC Pompéia, realizou uma Turnê pelo Brasil em 2006, em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Brasília, participou do Rumos Itaú Cultural – edição 2007/2009, programa que selecionou 58 trabalhos musicais de todo o Brasil, traçando um rico mapa da produção musical das regiões do país, do Acorde Brasileiro (Encontro Nacional das Músicas Regionais) em 2008 e muitos outros eventos. Com Isabelle Quimper, cantora e compositora canadense (Québec), criou o espetáculo de canções poéticas Fille Faille en deux mouvements, participou do I Festival de Música da UFSC, com gravação ao vivo para CD e DVD, apresentou músicas do Québec no museu Rodin, em Salvador, Bahia, a convite da ABECAN (Associação Brasileira de Estudos Canadenses) e, por mais de 10 anos, apresentou Canções Francesas e do Québec pelo Brasil e Canadá. Como cantor, participou de corais, missas e madrigais, apresentou suas canções em shows no Québec e explorou o universo criativo da improvisação vocal, ministrando oficinas de canto espontâneo e Circle Singing. Otávio Rosa tem um repertório autoral para violão solo e duas de suas composições, Fazenda Norte e Eucaliptos ao Vento, estão gravadas nos CDs Violão Catarinense (Guitar Music from Santa Catarina), volumes I (2012) e II (2019), de Andrei Uller, com obras de Edino Krieger, Ricardo Boppré, entre outros, representando a produção violonística catarinense.
Pablo Heredia
ViolonistaPablo de Mello Heredia é maestro, violonista, compositor e professor, com uma trajetória dedicada à música clássica e popular. Iniciou seus estudos de violão clássico aos 10 anos de idade, tendo aulas particulares. Aos 16 anos, ingressou no curso de Licenciatura em Música da FURB, onde integrou a Camerata de Violões e participou da gravação de um álbum em 2010. Em 2015, lançou Soturno, um álbum autoral com peças para violão solo e outras formações, realizado graças à premiação no edital LIC de Balneário Camboriú. Seguindo sua produção autoral, lançou os singles Suíte da Morte e do Renascimento (2019) e Betina (2020). Em 2024, lançou o álbum Alforria e Outras Liberdades, também contemplado pelo edital LIC de Balneário Camboriú. Em 2018, fundou a Camerata de Violões de Camboriú, atualmente conhecida como Camerata de Violões Rio Allegro, onde atua como maestro, professor e regente. Em 2023, concluiu a pós-graduação em Regência pela FACEC. No ano seguinte, em 2024, cofundou o Círculo Violonístico Catarinense, ao lado de Marcos Pablo Dalmacio e Cristo Miguel de la Cruz, com o objetivo de promover o intercâmbio musical e o desenvolvimento do violão no estado. Como concertista, tem se apresentado em diversas regiões, tanto como solista quanto em formações de música de câmara. Como professor, ministra aulas de violão clássico e popular, além de atuar no ensino de práticas em conjunto, formações camerísticas, clássicas e bandas populares. Na composição e arranjo, seu foco principal é a música de câmara. Estudou composição com Marcos Pablo Dalmacio e Alberto Heller, e aprimorou sua técnica violonística sob a orientação de Renato Mór, Marcos Pablo Dalmacio, Marcus Llerena e Alvaro Henrique.
Rafael Marciniak
ViolonistaNatural de Blumenau (1980) Rafael Maciniak é concertista e pesquisador. Situa seu atual trabalho autoral na Música Instrumental Brasileira, fortemente inspirada em traços estéticos contemporâneos da sua região de origem, faceta esta que combina com a de intérprete, amparada em um seleto repertório para Guitarra Flamenca, entre outros estilos. Nessa especialidade, graduou-se em Música com especialização em Flamenco - Guitarra Flamenca, pelo Conservatório Superior de Música Rafael Orozco de Córdoba. Pouco mais tarde, ainda na Espanha, alcançou pela ESMUC (Barcelona) o mestrado em Etnomusicologia igualmente orientado ao Flamenco. Em 2023, sua pesquisa foi uma das doze selecionadas para inclusão na programação do evento “CIUTAT FLAMENCO” – V Congreso Internacional de Flamencología y Pedagogía Flamenca” (Barcelona), um dos principais acontecimentos do segmento, repetindo o feito em 2025 para o VII° ISMMS (Sevilla, Espanha). Ganhador do I°Prêmio Herbert Holetz (FCBLU, 2019), realizou com esta sua primeira obra autoral, intitulada “Hi-Fi” (2020), despertando interesse e menções positivas junto a público e crítica especializada. Em 2020 seu recital “Guitarra Flamenca” foi um dos quatro concertos selecionados para o Festival FIK (Ceart/Udesc – Florianópolis, SC), ocasião em que protagonizou o recital de abertura do evento. No mesmo ano recebeu também, em duas ocasiões, o Prêmio por Trajetória Artística através da lei de Incentivo à cultura “Aldir Blanc”. Trabalha profissionalmente como músico há mais de duas décadas, atuando como solista e intérprete de Guitarra Flamenca e música para violão, além de ter integrado grupos musicais e companhias de dança no Brasil e na Espanha. Exerceu ainda como Instrutor (Instituto Cervantes e Assoc. Cultural Arte.Dança, Florianópolis-SC) e Pesquisador, participando como colaborador do site flamencópolis.com, organizado pelo excepcional musicólogo espanhol Faustino Nuñez. Em sua música busca um formato sóbrio e intimista no qual fica evidente seu gosto pela música de alta performance para instrumento solista, além de um cuidado com a qualidade, fidelidade e a pureza sonora naturais do instrumento. Como autor, submete as características naturais da Guitarra Flamenca às necessidades expressivas de seu próprio trabalho. Já como intérprete, destaca-se por versões inspiradas de obras dos principais expoentes da música flamenca como Gerardo Nuñez, Manolo Sanlúcar, Cañizares, Vicente Amigo, Paco Peña, Sabicas, Ramón Montoya, Niño Ricardo ou Juan Ramón Caro. Passou a inclinar-se seriamente pelo estudo da música violonística aos 13 anos. Pouco mais tarde se tornou aluno bolsista no Teatro Carlos Gomes (Violão Clássico, sob orientação do professor Renato Mor-UFRS), estudando ainda Canto, Harmonia e contraponto. Estabeleceu-se na Europa em 1999, residindo em diversos países como Alemanha, França, Hungria, Romênia e Espanha, países aos quais imigrou interessado por suas músicas autóctonas e como se relacionam com as expressões ciganas. Possui formação em "Jazz Combo/Big Band e Músicas Atuais" pelo Conservatório Nacional Regional de Amiens, França. Nesse país frequentou ainda diversos eventos formativos na célebre Escola ATLA (Paris), como aulas particulares e workshops com Sylvain Luc, Romane, Claude Worms, Alain Faucher e Roland Dyens. Entre outros músicos e teóricos com os quais estudou estão ainda: Gerardo Núnez, Manolo Sanlúcar, José Antonio Rodriguez, Emilio Maya, Miguel Ochando, Faustino Nuñez, Felix Grande, Hubert Kappel, Badi Assad, Ferenc Snétberguer e Costas Cotsiolis.
Renato Mor
ViolonistaMestre em Educação pela Universidade Regional de Blumenau (FURB, 2005). Graduado bacharel em Violão pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 1995). Docente do quadro da Universidade Regional de Blumenau desde 2005 nas disciplinas Optativa da Prática Instrumental, Prática Musical, Teoria Musical, Percepção e Leitura Musical, Contraponto e Gêneros e Formas Musicais. Ocupa a função de Coordenador do Colegiado e Presidente do Núcleo Docente Estruturante do curso de Música. Coordena desde 2000 o projeto de extensão Camerata de Violões da FURB. Integra a equipe do Núcleo de Saúde Mental do programa institucional Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, onde ministra oficinas de violão para usuários do Centro de Atenção Psicossocial de Blumenau. Já atuou como músico violonista em recitais solo, música de câmara e solista em concertos com orquestra em Blumenau e na região do Médio Vale do Itajaí. Atua como músico popular - voz e violão - com ênfase em pop rock internacional.
Ricardo Boppré
Compositor e ViolonistaNascido em Tubarão - Santa Catarina, em 05 de fevereiro de 1953, desde cedo dedicou-se à arte do violão. Com apenas 13 anos já demonstrava interesse por serenatas e partituras de violão. Com 18 anos radicou-se na capital do estado onde ingressou na Associação Coral de Florianópolis. Formado em Pedagogia e Direito, Ricardo sempre encontrou espaço para expressar-se musicalmente. Autodidata por excelência procurou, nos seus estudos violonísticos, ser o mais eclético possível no que concerne à escolha de seu repertório, procurando abranger músicas de Beethoven, Chopin, Bach, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Tom Jobim e muitos outros. Com isso procura demonstrar que o violão está presente em todos os estilos, tanto erudito como no popular. Em 1980, sagrou-se vencedor do Primeiro Concurso Universitário para Violão e, igualmente, do Programa de Incentivo à Criação de Pequenos Conjuntos Musicais, os quais lhe proporcionaram a gravação do primeiro LP “O Violão em Duas Dimensões”. Foi o primeiro violonista catarinense a ter o seu trabalho gravado em vinil. Naquele mesmo ano fundou o curso de violão na Universidade Federal de Santa Catarina, onde formou inúmeros alunos. Em 1985 instituiu o mesmo curso na Fundação Catarinense de Cultura. Em 1982, o seu segundo LP, “Violão, Violão & Violão”, introduziu a sua arte, definitivamente, no cenário musical catarinense. Em 1985, com o seu terceiro LP, “O Universo do Violão”, consagrou ainda mais a sua atividade musical. Aliado a isto, sempre se apresentou em teatros e TV, tendo ajudado a formar, a par de toda a atividade musical, muitos alunos nos cursos de violão que ministrou na Universidade Federal e no Centro Integrado de Cultura da Fundação Catarinense de Cultura. Atualmente, no amadurecimento de sua arte e técnica, dedica-se também a composição musical e arranjo de músicas populares brasileiras e clássicas para violão e piano. Este trabalho consiste na utilização de software de editoração de partituras para este objetivo. Na plenitude desta atividade artística, criou um site em que todo o acervo está disponibilizado aos internautas. A par de exercer a composição musical, alguns de seus trabalhos foram gravados tanto pelo próprio compositor como outros intérpretes. Suas obras abrangem os mais variados gêneros musicais, peças como boleros, sambas, sambas-canção, xotes, baiões, várias séries de estudos para violão, entre tantas outras.
Ricardo Pauletti
ViolonistaRicardo Pauletti é violonista, compositor e pesquisador. Estudou violão erudito no Brasil e na Espanha e posteriormente passou a se dedicar ao choro e ao violão de 7 cordas, atuando sem fronteiras entre o popular e o erudito. É graduado em música pela UNIVALI (Universidade do Vale do Itajaí) e mestre em música pela UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), onde atualmente está concluindo seu doutorado em processos criativos. Tem em sua discografia Variações Brasileiras (2011), Choro de Faia (2014), Ricardo Pauletti Trio (2015), Palavra da Canção (2018), Ritual das Cordas (2021) e 10 Peças de Estudo para Violão Brasileiro (2021). Com o álbum Choro de Faia recebeu o prêmio Melhores da Música Brasileira 2014 na categoria Melhores Instrumentistas e foi finalista do Prêmio da Música Catarinense 2015. Com o álbum Ritual das Cordas foi finalista do Prêmio da Música Brasileira 2023. Pauletti já se apresentou em diversas cidades do Brasil, América Latina e Europa, em importantes salas, instituições e festivais como Club du Choro de Paris (França, 2013 e 2014), Semana do Choro de Bordeaux (França, 2014), Teatro La Casa Del Poeta (Argentina, 2014), Festival de Violão de São Bento do Sul (Brasil, 2014), Seminário de Violão de Itajaí (2014 e 2016), Swan Jazz Club Paris (França, 2014), Jazz at Caillou Bordeaux (França, 2014), Teatro Cendas (Argentina, 2015), Festival de Música de Itajaí (Brasil, 2015, 2021 e 2022), Festival Internacional de Guitarra Entrecuerdas (Chile 2016 e 2019), Seminário de Violão de Navegantes (Brasil, 2017), Festival Internacional de Guitarra Cuerdas Al Aire (Peru, 2017), Encuentro Internacional de Guitarra Salamanca (México, 2018), Festival Internacional de Violão do ICPNA (Peru, 2019), Festival de Violão de Jaraguá do Sul (Brasil, 2019), Cúpula Ibero-americana de Violão (Espanha, 2021), Seminário Internacional de Cordas Dedilhadas (Brasil, 2019, 2022 e 2023), dentre outros. Em paralelo a carreira artística desenvolve também carreira docente atuando como Professor no Conservatório de Música Popular de Itajaí desde 2009 e como Coordenador Pedagógico desde 2017. Ao longo da carreira como professor, vem ministrando oficinas, workshops e cursos de violão e prática de choro em importantes instituições e festivais no Brasil, América Latina e Europa.
Vitor Garbelotto
ViolonistaGanhou reconhecimento nacional ao se sagrar vencedor do Prêmio Revelação no Prêmio APCA de 2010 e de ter sido finalista do Prêmio da Música Brasileira, com o CD de estreia que continha a obra integral para violão solo de Radamés Gnattali, além do recital especial chamado Sarau para Radamés. Filho de Valvitor Garbelotto e Mariléia D'Altoé Garbelotto, Vitor iniciou os estudos musicais em Criciúma, ainda na infância de forma autodidata, influenciado pelo irmão mais velho que tocava violão. Entre os 12 e os 15 anos de idade estudou com os professores Fábio Batista e Vladimir Matos. Aos 18, cursou medicina por curto período na Faculdade de Santa Catarina. Em seguida entrou para o curso de bacharelado em música popular na Unicamp (Universidade de Campinas), onde teve como professor de violão Ulisses Rocha, o que mudaria a vida de Vitor Garbelotto para sempre. Ao ouvir Yamandu Costa solar a Brasilianas 13, de Radamés Gnattali, se apaixonou pela obra do compositor. Começou então um trabalho de pesquisa com partituras, livros e contatos musicais por meio dos festivais de violão voltados à obra de quem considerava o mestre. Em 2003 e 2004, participou de um concurso de interpretação de violão em Guaratinguetá (interior de São Paulo). Tocou obras de Dilermando Reis, e obteve a segunda colocação. Dois anos depois, foi semifinalista do programa Prelúdio, da TV Cultura de São Paulo, quando apresentou pela primeira vez na televisão o primeiro e o terceiro movimentos do Concertino n.2 para Violão e Orquestra, de Radamés Gnattali. Em 2007, venceu seu primeiro concurso: o I Festival Regional de Música Instrumental em Campinas (São Paulo). Dois anos depois participou de três concursos, sendo premiado em todos: Menção Honrosa no VIII Prêmio Nabor Pires Camargo, em Indaiatuba (São Paulo), terceiro lugar no IV Concurso Nacional de Violão Fred Schneiter, no Rio de Janeiro e, finalmente, a primeira colocação no IV Concurso de Violão FITO, em Osasco, São Paulo, na categoria violão popular. Em 2010, venceu o IX Concurso Nabor Pires Camargo. Vitor Garbelotto aprimorou estudos de violão com o professor Paulo Martelli, em São Paulo. Também teve aulas aulas com Daniel Wolff, Gisela Nogueira e Henrique Pinto, Mariza Ramires e Fábio Zanon. Ao mesmo tempo, continuava a pesquisar as obras de Radamés Gnattali – um dos seus discos preferidos era o que o mestre gravou em parceria com Raphael Rabello. Essa preferência o levou a gravar pela primeira vez a obra integral do compositor em CD. Produzido pelo ex-professor da Unicamp Ulisses Rocha, com o patrocínio do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas, com texto de Hermínio Bello de Carvalho, Radamés Gnattali: Integral para Violão Solo foi gravado em 2010. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Revelação da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Garbelotto começou então a realizar recitais, todos com excelente aceitação do público e da crítica. Em Sarau para Radamés, reuniu não apenas obras do compositor gaúcho radicado no Rio de Janeiro, mas também de autores que tiveram contato com a vida e obra do homenageado. Esse espetáculo abriu perspectivas para Garbelotto explorar uma série de obras-primas da música brasileira, por meio de arranjos ou obras originais. Tal projeto foi contemplado pelo Proac (Projeto de Ação Cultural) de São Paulo – e lhe deu a oportunidade de excursionar pelo interior do Estado. Vitor Garbelotto também se apresentou com o duo Camaradá ao lado do percussionista Lê dos Santos e teve um arranjo de autoria dele publicado por uma das principais revistas brasileiras de violão dos anos 2000: Violão Pro, n.16. Atualmente é professor de música em São Paulo, onde mora.
William Pofhal
ViolonistaWilliam Pofahl é violonista e professor, graduado em Música pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) e mestre em Violão pela Universidade de Alicante, Espanha. Possui vivência como solista e com música de câmara, tendo atuado no Quarteto de Violões de Blumenau, e em duo com o violinista Daniele Girardello. Apresentou-se em diversas cidades do estado de Santa Catarina e nas cidades espanholas de Alicante e Orihuela. Com o Quarteto de Violões de Blumenau, gravou o álbum Música Brasileira, interpretando música dos compositores Francisco Mignone, Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri. Cursou o Master in Classical Guitar Performance na Universidade de Alicante, Espanha, onde estudou com renomados violonistas como Manuel Barrueco, Pepe Romero, David Russell, Paul O’Dette e Sergio Assad. Atualmente é integrante do Duo Girardello & Pofahl, formado por violão e violino. Como professor de violão, William tem se dedicado ao ensino coletivo de instrumento musical, experiência que tem resultado na criação de arranjos e na elaboração de materiais didáticos.
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